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Inflação alta, filas de espera na saúde pública, imigração e escândalos: o que fez o Partido Conservador naufragar

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Os conservadores, do atual primeiro-ministro Rishi Sunak, deixam o poder após 14 anos à frente do governo. Resultados oficiais confirmaram a vitória esmagadora do Partido Trabalhista, que deve colocar Keir Starmer como novo primeiro-ministro. Rishi Sunak admite derrota para o Partido Trabalhista nas Eleições do Reino Unido, em 5 de julho de 2024
Darren Staples/Pool via REUTERS
O Partido Conservador sofreu uma derrota esmagadora nas eleições parlamentares desta quinta-feira (4) para o Partido Trabalhista e vai deixar o poder no Reino Unido após 14 anos de governo. O fracasso no pleito confirmou o naufrágio dos conservadores, que estavam sob pressão por conta de diversos aspectos socioeconômicos do país.
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Os resultados oficiais das eleições foram divulgados no início desta sexta (5) e confirmaram as pesquisas de boca de urna.
Com o resultado, Keir Starmer, líder do Partido Trabalhista, se tornará o novo primeiro-ministro do Reino Unido. Veja quem ele é.
Mais do que uma vitória dos trabalhistas, estas eleições foram sobre o naufrágio dos conservadores. Políticas, crises e escândalos nos governos “tories” — como são conhecidos os conservadores — desde 2010 formaram o cenário atual.
Muitos eleitores culpam os conservadores pela lista de problemas enfrentados pela Grã-Bretanha, desde derramamentos de esgoto e serviço de trem pouco confiável até a crise do custo de vida, crime e a chegada de migrantes cruzando o Canal da Mancha em botes infláveis.
Os conservadores de centro-direita assumiram o poder durante a crise financeira global e venceram mais três eleições desde então.
Mas os últimos anos foram marcados por crises como Brexit e da Covid-19, além da economia lenta, alta da inflação, serviços públicos em declínio e uma série de escândalos. Isso tornou os tories alvos fáceis para críticos da esquerda e da direita.
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Motivos
Veja abaixo mais algumas das grandes questões que levaram os conservadores ao naufrágio:
Escândalos: O partido foi manchado pelas repetidas falhas éticas dos ministros do governo, incluindo festas durante o lockdown em escritórios do governo. Os escândalos afastaram o ex-primeiro-ministro Boris Johnson do cargo e, finalmente, do Parlamento após ser descoberto que mentiu aos legisladores. Sua sucessora, Liz Truss, durou apenas 45 dias após suas políticas econômicas arruinarem a economia.
Economia: A Grã-Bretanha tem lutado com alta inflação e crescimento econômico lento, que se combinaram para fazer a maioria dos britânicos se sentir mais pobre. Os conservadores conseguiram controlar a inflação, que desacelerou para 2% no ano até maio, após atingir o pico de 11,1% em outubro de 2022, mas o crescimento permanece lento, levantando questões sobre as políticas econômicas do governo.
Imigração: Milhares de requerentes de asilo e migrantes econômicos cruzaram o Canal da Mancha em botes infláveis frágeis nos últimos anos, desencadeando críticas de que o governo perdeu o controle das fronteiras da Grã-Bretanha. A política de assinatura dos conservadores para parar os barcos é um plano para deportar alguns desses migrantes para Ruanda. Os críticos dizem que o plano viola o direito internacional, é desumano e não fará nada para impedir pessoas fugindo de guerras, conflitos e fome.
Saúde: O Serviço Nacional de Saúde britânico, que fornece assistência médica gratuita a todos, é atormentado por longas listas de espera para tudo, desde cuidados dentários até tratamento contra o câncer. Os jornais estão cheios de histórias sobre pacientes gravemente doentes forçados a esperar horas por uma ambulância, e depois ainda mais tempo por um leito hospitalar.
Meio ambiente: Sunak retrocedeu em uma série de compromissos ambientais, adiando o prazo para acabar com a venda de veículos de passageiros movidos a gasolina e diesel e autorizando novas perfurações de petróleo no Mar do Norte. Os críticos dizem que estas são as políticas erradas num momento em que o mundo está tentando combater as mudanças climáticas.
Derrota histórica conservadora
A votação nesta sexta (4) representou uma derrota histórica para os conservadores. Com 131 assentos, segundo projeções, eles devem cravar o pior resultado em termos de cadeiras no Parlamento desde que começaram a se chamar Partido Conservador, na década de 1830, sob Robert Peel. O pior resultado conservador até então era de 156 assentos, em 1906.
“Se esta pesquisa de boca de urna estiver correta, então esta é uma derrota histórica para o Partido Conservador, uma das forças mais resilientes que já vimos na história política britânica”, disse Keiran Pedley, diretor de pesquisa da Ipsos, que realizou a pesquisa de boca de urna, à Reuters.
“Parecia que os Conservadores iam permanecer no poder por 10 anos e tudo desmoronou”, completou.
Mesmo antes da votação, os conservadores já atuavam na contenção de danos para tentar reduzir o número de cadeiras conquistadas pelos trabalhistas.
As urnas fecharam às 18h (horário de Brasília). As pesquisas de boca de urna dão apenas um indicativo da apuração dos votos, ainda em andamento, mas o cenário já havia sido antecipado por sondagens de intenção de voto, que indicavam vitória trabalhista com folga.
Keir Starmer, líder do Partido Trabalhista e favorito para se tornar primeiro-ministro, vota em Londres, em 4 de julho de 2024
Maja Smiejkowska/Reuters
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Starmer agradeceu aos eleitores após o fechamento das urnas. “A todos que fizeram campanha para o Partido Trabalhista nesta eleição, a todos que votaram em nós e confiaram no nosso Partido Trabalhista reformado – obrigado”, disse Starmer em publicação no X (antigo Twitter).
Veja abaixo os números de cadeiras conquistados por cada partido, segundo a pesquisa da Ipsos/BBC News/ITV News/Sky News:
Partido Trabalhista (centro-esquerda): aumenta de 205 para 410 assentos (205 a mais)
Partido Conservador (centro-direita): cai de 344 assentos para 131 (213 a menos)
Partido Liberal Democrata: aumenta de 15 para 61 (46 a mais)
Partido Reformista (extrema direita): aumenta de 1 para 13 (12 a mais)
Partido Nacional Escocês: cai de 43 para 10 (33 a menos)
Partido do País de Gales: sobe de 3 para 4 (1 a mais)
Partido Verde: sobe de 1 para 2 (1 a mais)
Outros: 19 (sem alteração)

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Veja abaixo um panorama sobre as eleições legislativas no Reino Unido:
Como funciona a eleição?
Como é escolhido o primeiro-ministro?
Por que a eleição foi realizada agora?
Como funciona a eleição?
O Reino Unido está dividido em 650 distritos eleitorais e há 650 membros na Câmara dos Comuns –o Parlamento britânico. Os eleitores de cada um destes distritos vão eleger um deputado para representar os moradores locais. A maioria dos candidatos representa um partido político, mas alguns são independentes. Não há primárias ou segundo turno, apenas uma única rodada de votação em 4 de julho.
A Grã-Bretanha usa um sistema de votação “first past the post”, o que significa que o candidato que terminar no topo em cada distrito será eleito, mesmo que não obtenha 50% dos votos. Isso geralmente cimentou o domínio dos dois maiores partidos, conservadores e trabalhistas, porque é difícil para partidos menores ganharem assentos a menos que tenham apoio concentrado em áreas específicas.
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Como é escolhido o primeiro-ministro?
O partido que comandar a maioria na Câmara dos Comuns, sozinho ou com o apoio de outro partido, formará o próximo governo e seu líder será o primeiro-ministro. O líder do partido com o segundo maior número de parlamentares se torna o líder da oposição.
O rei Charles III tem um envolvimento formal nesse processo: ele pede ao líder do partido com mais parlamentares para assumir o posto de Chefe do Executivo e formar um governo.
Isso significa que os resultados determinarão a direção política do governo, que tem sido liderado pelos Conservadores de centro-direita nos últimos 14 anos. O Partido Trabalhista, de centro-esquerda, é amplamente visto como estando na posição mais forte.
Últimos primeiros-ministros do Reino Unido
Bruna Rocha Azevedo/g1
Por que a eleição foi realizada agora?
Sunak surpreendeu os analistas e a maioria de seus próprios legisladores há seis semanas quando marcou a eleição para 4 de julho, pelo menos três meses antes do esperado.
Embora a maioria dos observadores pensasse que a votação aconteceria no outono, Sunak apostou em uma eleição de verão, esperando que boas notícias econômicas o ajudassem a convencer os eleitores de que as políticas conservadoras estavam começando a funcionar.
A decisão foi tão surpreendente que colocou os tories em apuros. Surgiram alegações de que membros do partido e policiais designados para proteger os funcionários do governo fizeram apostas em uma eleição de verão, sugerindo que tinham informações privilegiadas e prejudicando a capacidade de Sunak de afirmar que seu partido é mais confiável que os trabalhistas.
Os comentaristas estavam especulando sobre o momento da eleição há meses, porque o mandato parlamentar estava programado para terminar em meados de dezembro. Embora cada parlamento seja eleito por até cinco anos, o primeiro-ministro pode convocar uma eleição sempre que for mais vantajoso politicamente.

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Vance enaltece Trump, critica a imprensa e ironiza Biden em estreia antecipada

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Candidato à vice-presidência dos EUA pelos republicanos afirmou que Trump ‘baixou o tom’ após o atentado e reagiu como um líder. Vance irá discursar em convenção nesta quarta-feira (17). J.D. Vance, candidato à vice-presidência dos Estados Unidos, durante evento em 17 de julho de 2024
Anna Moneymaker/Getty Images via AFP
O candidato à vice-presidência dos Estados Unidos pelo Partido Republicano, J.D. Vance, disse que Donald Trump respondeu como um líder após o atentado que sofreu no sábado (13). Ele também acusou a imprensa de mentir e ironizou o presidente Joe Biden.
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Vance, que deve discursar na noite desta quarta-feira (17) na Convenção Nacional Republicana, antecipou sua estreia com uma aparição em um fórum paralelo à reunião principal. No evento, ele disse comentou o atentado de Trump.
“Achei que tivéssemos acabado de perder um grande presidente, o que seria terrível para o nosso país”, afirmou.
“Convocou uma união nacional, pediu calma, mostrou liderança, e a mídia continua dizendo que querem que alguém baixe o tom. Atiraram em Donald Trump e ele baixou o tom. Isso é o que faz um verdadeiro líder”, disse Vance.
O candidato a vice-presidente afirmou que “a mídia mentiu da forma mais agressiva e caluniosa” sobre Trump, mas que “ele continua avançando, perseverando e lutando”.
Vance também fez uma comparação entre Trump e Biden. Ele afirmou que, enquanto o ex-presidente se tornou “sinônimo de luxo e beleza”, Biden gosta de “fingir” que é da classe trabalhadora.
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Jovem aliado
Criado em uma região industrial em decadência, Vance integrou o corpo de fuzileiros navais e se formou em Direito na Universidade de Yale. Ele passou pelo Vale do Silício e, em 2022, venceu a eleição para o Senado por Ohio, com o apoio de Trump.
Vance completará 40 anos no próximo mês e será o terceiro vice-presidente mais jovem da história – e um dos menos experientes – caso Trump vença as eleições.
O republicano foi um crítico ferrenho de Trump na campanha presidencial de 2016. Agora, é um dos principais defensores da ideologia MAGA (“Make America Great Again”).
No Senado, Vance se destacou por sua oposição à ajuda à Ucrânia, e exigiu que os recursos fossem destinados à luta contra a imigração ilegal.
Defensor do fechamento das fronteiras e do isolacionismo, Vance é descendente de migrantes escoceses-irlandeses e casado com Usha Chilukuri, de raízes indianas, com quem tem três filhos.
Para o pesquisador Frank Luntz, Trump ter um aliado jovem como Vance garante a continuidade do movimento MAGA.
“Os operários, essa classe trabalhadora, essa compreensão dos eleitores que tradicionalmente eram democratas e que agora encontraram um lar em Donald Trump, ele enfatiza isso”, disse Luntz.
O discurso de Trump na convenção republicana está previsto para quinta-feira (18).
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Hóspedes encontrados mortos em hotel 5 estrelas foram envenenados com cianeto, diz polícia tailandesa

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Suspeito de envenenar as vítimas também morreu, segundo a polícia. Familiares afirmaram que havia uma disputa entre o grupo de vietnamitas relacionada a uma dívida. Policiais encontraram corpos de vietnamitas em hotel de luxo da Tailândia
Chatkla Samnaingjam/AP
Os seis hóspedes que foram encontrados mortos dentro de um hotel cinco estrelas, na Tailândia, foram envenenados com cianeto, informou a polícia nesta quarta-feira (17). As investigações apontam que o responsável pelo envenenamento também morreu.
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Os corpos foram encontrados em um hotel de Bangkok, na terça-feira (16). Os hóspedes eram vietnamitas, sendo que dois também possuíam cidadania norte-americana.
A hipótese de envenenamento já era levantada pela polícia desde o início das investigações. Em uma entrevista coletiva nesta quarta, as autoridades disseram que cianeto foi encontrado em copos e em um recipiente com água.
Exames de sangue feitos nos corpos também encontraram evidências do veneno, segundo a polícia.
O grupo era composto por três homens e três mulheres. Todas as vítimas foram encontradas no mesmo quarto do hotel. No entanto, os hóspedes chegaram ao hotel em dias diferentes.
Familiares disseram à polícia que havia uma disputa entre as vítimas envolvendo uma dívida.
As vítimas deveriam ter feito o check-out no hotel na terça-feira. As bagagens dos hóspedes já estavam fechadas, segundo a polícia.
Devido à demora para o check-out, uma camareira foi até o quarto e encontrou a porta trancada pelo lado de dentro. A polícia foi acionada.
Dentro do quarto, os agentes encontraram pratos de comida intocados que haviam sido encomendados pelos hóspedes no dia anterior. Por outro lado, bebidas estavam abertas.
A polícia acredita que os vietnamitas tenham morrido cerca de 24 horas antes de os corpos serem encontrados.
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Brasileiro morre durante viagem de formatura em Bariloche

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Adolescente de 17 anos morava com a família no Paraguai e será sepultado em Santa Bárbara d’Oeste. Leonardo Rainha de Castro, jovem de 17 anos que morreu em acidente durante viagem a Bariloche
Reprodução/Facebook
Um brasileiro de 17 anos morreu após cair de um prédio durante uma viagem de formatura em Bariloche, na Argentina. Segundo portais de notícias argentinos, o acidente ocorreu na noite de 8 de julho, em um hotel.
Leonardo Rainha de Castro era brasileiro, mas morava com a família no Paraguai. Ele vai ser velado e sepultado em Santa Bárbara d’Oeste (SP), nesta terça (16).
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O jovem teria caído do 6º andar do prédio, que fica a 150 metros do Centro Cívico de Bariloche, por volta de 22h30 de segunda-feira (8). Ele não estava hospedado neste hotel, mas os amigos estavam.
De acordo com portais locais, ele chegou a ser atendido por uma empresa privada de saúde, mas não resistiu aos ferimentos e morreu horas depois. A autópsia apontou que nenhuma outra lesão foi encontrada no jovem e a causa da morte foi a queda.
Os colegas de Leonardo foram ouvidos e as circunstâncias do acidente estão sendo investigadas pela polícia argentina.
Leonardo Rainha de Castro, adolescente brasileiro que morreu em Bariloche
Reprodução/Funerária Araújo
O Colégio Anglo-Americano do Paraguai, onde o jovem estudava, emitiu uma nota nas redes sociais em que lamenta o acidente:
“A comunidade educativa do Colégio Anglo-Americano Paraguai lamenta profundamente o falecimento de nosso querido aluno do 3º ano, Leonardo Rainha de Castro. Sua partida deixa um vazio em nossos corações. Que Deus o receba em seu santo reino e te conceda paz eterna.”
Segundo a Funerária Araújo Orsola, o velório acontece na Igreja Nossa Senhora Aparecida a partir de 13h. Já o sepultamento foi marcado para 16h, no Cemitério da Paz.
Colégio Anglo-Americano do Paraguai lamenta morte de aluno em viagem a Bariloche
Reprodução/Instagram
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