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Por que aliança fortalecida entre Putin e Kim Jong-un preocupa tanto os EUA

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Ocidente teme que russos possam estar comprando armas norte-coreanas para lutar na Ucrânia — o que violaria resolução do Conselho de Segurança da ONU. Presidente da Rússia, Vladimir Putin, foi recepcionado pelo líder norte-coreano Kim Jong-un, em Pyongyang em 18 de junho de 2024.
KCNA via REUTERS
A visita oficial do presidente russo Vladimir Putin à Coreia do Norte está sendo acompanhada com bastante atenção pela comunidade internacional, sobretudo pelos Estados Unidos.
Há anos, autoridades americanas vêm tentando isolar a Coreia do Norte com sanções internacionais, devido ao programa de armas nucleares do país. E desde 2022, a Rússia vem sendo alvo de esforços semelhantes, por causa da invasão da Ucrânia.
Agora autoridades americanas temem a aproximação estratégica entre os dois países.
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Há diversos pontos que preocupam os EUA.
Um deles é a cooperação militar — teme-se que a Rússia possa estar comprando armamentos da Coreia do Norte, que possui uma indústria bélica. Por causa das sanções americanas, a Coreia do Norte não consegue vender muitas das suas armas a outros países.
Já há indícios de armamentos norte-coreanos sendo usados na guerra na Ucrânia. Com a Rússia como compradora, a Coreia do Norte estaria se fortalecendo economicamente.
Mais do que isso, na visão dos americanos existe um risco para o sistema internacional. Caso haja compra de armas, a Rússia estaria violando resoluções que ela própria aprovou no Conselho de Segurança da ONU, proibindo negociações desse tipo com os norte-coreanos.
Os EUA têm alertado sobre um possível acordo de armas entre os dois países há algum tempo.
Tanto Coreia do Norte como Rússia negam que haja compra de armas — apesar de evidências apresentadas por especialistas bélicos de presença de armas norte-coreanas na Ucrânia.
Outra preocupação dos americanos — e em especial da Coreia do Sul, maior rival de Pyongyang — é sobre o que os norte-coreanos receberiam em retorno por sua cooperação com os russos.
Há sinais de que a Rússia estaria enviando petróleo e alimentos para a Coreia do Norte. No entanto, o temor maior do Ocidente é que os russos ajudem os norte-coreanos no desenvolvimento dos seus programas militares e nucleares.
Por que aliança entre Rússia e Coreia do Norte interessa a Putin e Kim Jong-un?
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Aproximação estratégica
A aproximação entre Coreia do Norte e Rússia faz bastante sentido do ponto de vista estratégico.
Moscou precisa de armas — especificamente munições e cartuchos de artilharia — para a guerra na Ucrânia. E Pyongyang tem ambas em abundância.
Por outro lado, a Coreia do Norte, vítima de sanções, precisa desesperadamente de dinheiro e comida. Depois do fracasso das negociações com os Estados Unidos em 2019, o país está mais isolado do que nunca.
Isso abre caminho para ligações estreitas entre Pyongyang e Moscou — e preocupa os Estados Unidos.
Com a Rússia sob pressão para obter armas norte-coreanas, Kim Jong-un pode cobrar um preço elevado.
Para americanos e sul-coreanos, o pedido mais preocupante que Kim pode fazer é por tecnologia russa ou know how de armas avançadas, que ajudem no seu programa de armas nucleares.
A Coreia do Norte ainda está tendo dificuldades para desenvolver armas estratégicas essenciais, principalmente um satélite espião e um submarino com armas nucleares.
Mas as autoridades na Coreia do Sul acreditam que a cooperação com a Rússia neste nível seria improvável, pois pode acabar por ser estrategicamente perigosa para Moscou.
Yang Uk, pesquisador do Instituto Asiático de Estudos Políticos, observa que mesmo que a Rússia não venda armas à Coreia do Norte em troca, ainda poderá financiar o seu programa nuclear.
“Se a Rússia pagar em petróleo e alimentos, poderá reativar a economia da Coreia do Norte, o que, por sua vez, poderá também fortalecer o sistema de armas da Coreia do Norte. É uma fonte extra de recursos que eles não tinham”, disse Yang Uk à BBC em setembro do ano passado, quando Putin e Kim se encontraram na Rússia.
“Durante 15 anos construímos uma rede de sanções contra a Coreia do Norte, para impedi-la de desenvolver e comercializar armas de destruição em massa. Agora a Rússia, um membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, poderia causar o colapso de todo este sistema”, afirmou Yang Uk.
À medida que as sanções foram aumentando, a Coreia do Norte foi ficando cada vez mais dependente da China. No ano passado, Pequim recusou-se a punir a Coreia do Norte, em votação no Conselho de Segurança da ONU, pelos seus testes de armas de médio e longo alcance. Isso permitiu que a Coreia do Norte desenvolvesse o seu arsenal nuclear sem consequências graves.
A Coreia do Norte proporciona a Pequim um distanciamento entre a China e as forças dos EUA estacionadas na Coreia do Sul, o que significa que vale a pena manter Pyongyang como aliado.
Mas Pyongyang sempre se sentiu desconfortável por depender demais apenas da China. Com a Rússia em busca de aliados, isso dá a Kim a oportunidade de diversificar a sua rede de apoio.
E com a Rússia tão desesperada, o líder norte-coreano pode sentir que consegue obter concessões ainda maiores de Moscou do que de Pequim.
Armas norte-coreanas na Ucrânia
Apesar de toda a conversa recente sobre a preparação de Kim Jong-un para iniciar uma guerra nuclear, a ameaça mais imediata é a capacidade da Coreia do Norte de alimentar as guerras existentes e a instabilidade global.
Este ano, especialistas em balística detectaram pela primeira vez armas norte-coreanas sendo usadas na guerra na Ucrânia.
Militares ucranianos afirmam que dezenas de mísseis norte-coreanos foram disparados pela Rússia contra o seu território, matando pelo menos 24 pessoas e ferindo mais de 70.
“Nunca pensei que veria mísseis balísticos norte-coreanos serem usados ​​para matar pessoas em solo europeu”, disse Joseph Byrne, especialista em Coreia do Norte do think tank britânico de defesa Royal United Services Institute (RUSI).
Ele e a sua equipe têm monitorado o envio de armas norte-coreanas para a Rússia desde a reunião entre Kim e Putin, em Moscou em setembro do ano passado.
Usando imagens de satélite, eles conseguiram observar quatro navios de carga russos viajando de um lado para outro entre a Coreia do Norte e um porto militar russo, carregados com centenas de contêineres.
No total, a RUSI estima que tenham sido enviados 7 mil contêineres com mais de um milhão de munições e foguetes — que podem ser disparados de caminhões em grandes rajadas.
As suas avaliações são apoiadas por informações dos EUA, Reino Unido e Coreia do Sul. Rússia e Coreia do Norte negam que estejam comercializando armas.
“Esses projéteis e foguetes são alguns dos itens mais procurados no mundo hoje e estão permitindo que a Rússia continue atacando cidades ucranianas em um momento em que os EUA e a Europa hesitam em contribuir com armas [para a Ucrânia]”, diz Byrne.
O uso de mísseis balísticos no campo de batalha é o que mais preocupa Byrne e os seus colegas, pelo que revelam sobre o programa de armas da Coreia do Norte.
Desde a década de 1980, a Coreia do Norte tem vendido as suas armas no exterior, principalmente a países do Norte de África e do Oriente Médio, incluindo a Líbia, a Síria e o Irã. Eles tendem a ser mísseis antigos, de estilo soviético, de baixa qualidade.
Há evidências de que os combatentes do Hamas provavelmente usaram algumas das antigas granadas lançadas por foguetes, fabricados por Pyongyang, no seu ataque a Israel em 7 de outubro passado.
Mas um míssil disparado no dia 2 de janeiro pela Rússia na Ucrânia que foi desmanchado por especialistas era diferente das armas norte-coreanas normalmente encontradas pelo mundo. Aparentemente se tratava de um míssil de curto alcance mais sofisticado de Pyongyang – o Hwasong 11 – capaz de viajar até 700 km.
Embora os ucranianos tenham minimizado a sua precisão, Jeffrey Lewis, especialista em armas norte-coreanas e não-proliferação no Instituto Middlebury de Estudos Internacionais, diz que elas não são muito inferiores aos mísseis russos.
A vantagem destes mísseis é que são extremamente baratos, diz Lewis. E aparentemente os russos estão se aproveitando disso para usá-los em grande escala.
Isto levanta então a questão de quantos destes mísseis os norte-coreanos podem produzir. O governo sul-coreano observou recentemente que a Coreia do Norte enviou 6,7 mil contêineres de munições para a Rússia — o que indica que as fábricas de armas de Pyongyang estão funcionando a todo vapor.
Sanções do Ocidente sob ameaça
Ao comprar as armas de Pyongyang, Moscou estaria violando as mesmas sanções que votou como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU.
No início deste ano, a Rússia usou seu voto para encerrar um painel da ONU que monitorava as violações das sanções impostas pelo Ocidente contra a Coreia do Norte.
“Estamos testemunhando o desmoronamento em tempo real das sanções da ONU contra a Coreia do Norte, o que dá a Pyongyang muito espaço para respirar”, diz Byrne.
Tudo isto tem implicações que vão muito além da guerra na Ucrânia.
“Os verdadeiros vencedores aqui são os norte-coreanos”, disse Byrne. “Eles ajudaram os russos de uma forma significativa e isso lhes trouxe muitas vantagens”.
Em março, a RUSI documentou grandes quantidades de petróleo sendo enviadas da Rússia para a Coreia do Norte, além de vagões cheios do que se acredita ser arroz e farinha atravessando a fronteira terrestre entre os países.
Este acordo, estimado em centenas de milhões de dólares, impulsiona não só a economia de Pyongyang, mas também o seu exército.
A Rússia também poderia fornecer à Coreia do Norte as matérias-primas para continuar fabricando os seus mísseis, ou mesmo equipamento militar, como aviões de combate, e até mesmo a assistência técnica para melhorar as suas armas nucleares.
Além disso, o Norte está tendo a oportunidade de testar pela primeira vez os seus mais recentes mísseis em um cenário de guerra real. Com esses dados, será possível melhorá-los.

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Vance enaltece Trump, critica a imprensa e ironiza Biden em estreia antecipada

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Candidato à vice-presidência dos EUA pelos republicanos afirmou que Trump ‘baixou o tom’ após o atentado e reagiu como um líder. Vance irá discursar em convenção nesta quarta-feira (17). J.D. Vance, candidato à vice-presidência dos Estados Unidos, durante evento em 17 de julho de 2024
Anna Moneymaker/Getty Images via AFP
O candidato à vice-presidência dos Estados Unidos pelo Partido Republicano, J.D. Vance, disse que Donald Trump respondeu como um líder após o atentado que sofreu no sábado (13). Ele também acusou a imprensa de mentir e ironizou o presidente Joe Biden.
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Vance, que deve discursar na noite desta quarta-feira (17) na Convenção Nacional Republicana, antecipou sua estreia com uma aparição em um fórum paralelo à reunião principal. No evento, ele disse comentou o atentado de Trump.
“Achei que tivéssemos acabado de perder um grande presidente, o que seria terrível para o nosso país”, afirmou.
“Convocou uma união nacional, pediu calma, mostrou liderança, e a mídia continua dizendo que querem que alguém baixe o tom. Atiraram em Donald Trump e ele baixou o tom. Isso é o que faz um verdadeiro líder”, disse Vance.
O candidato a vice-presidente afirmou que “a mídia mentiu da forma mais agressiva e caluniosa” sobre Trump, mas que “ele continua avançando, perseverando e lutando”.
Vance também fez uma comparação entre Trump e Biden. Ele afirmou que, enquanto o ex-presidente se tornou “sinônimo de luxo e beleza”, Biden gosta de “fingir” que é da classe trabalhadora.
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Jovem aliado
Criado em uma região industrial em decadência, Vance integrou o corpo de fuzileiros navais e se formou em Direito na Universidade de Yale. Ele passou pelo Vale do Silício e, em 2022, venceu a eleição para o Senado por Ohio, com o apoio de Trump.
Vance completará 40 anos no próximo mês e será o terceiro vice-presidente mais jovem da história – e um dos menos experientes – caso Trump vença as eleições.
O republicano foi um crítico ferrenho de Trump na campanha presidencial de 2016. Agora, é um dos principais defensores da ideologia MAGA (“Make America Great Again”).
No Senado, Vance se destacou por sua oposição à ajuda à Ucrânia, e exigiu que os recursos fossem destinados à luta contra a imigração ilegal.
Defensor do fechamento das fronteiras e do isolacionismo, Vance é descendente de migrantes escoceses-irlandeses e casado com Usha Chilukuri, de raízes indianas, com quem tem três filhos.
Para o pesquisador Frank Luntz, Trump ter um aliado jovem como Vance garante a continuidade do movimento MAGA.
“Os operários, essa classe trabalhadora, essa compreensão dos eleitores que tradicionalmente eram democratas e que agora encontraram um lar em Donald Trump, ele enfatiza isso”, disse Luntz.
O discurso de Trump na convenção republicana está previsto para quinta-feira (18).
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Hóspedes encontrados mortos em hotel 5 estrelas foram envenenados com cianeto, diz polícia tailandesa

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Suspeito de envenenar as vítimas também morreu, segundo a polícia. Familiares afirmaram que havia uma disputa entre o grupo de vietnamitas relacionada a uma dívida. Policiais encontraram corpos de vietnamitas em hotel de luxo da Tailândia
Chatkla Samnaingjam/AP
Os seis hóspedes que foram encontrados mortos dentro de um hotel cinco estrelas, na Tailândia, foram envenenados com cianeto, informou a polícia nesta quarta-feira (17). As investigações apontam que o responsável pelo envenenamento também morreu.
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Os corpos foram encontrados em um hotel de Bangkok, na terça-feira (16). Os hóspedes eram vietnamitas, sendo que dois também possuíam cidadania norte-americana.
A hipótese de envenenamento já era levantada pela polícia desde o início das investigações. Em uma entrevista coletiva nesta quarta, as autoridades disseram que cianeto foi encontrado em copos e em um recipiente com água.
Exames de sangue feitos nos corpos também encontraram evidências do veneno, segundo a polícia.
O grupo era composto por três homens e três mulheres. Todas as vítimas foram encontradas no mesmo quarto do hotel. No entanto, os hóspedes chegaram ao hotel em dias diferentes.
Familiares disseram à polícia que havia uma disputa entre as vítimas envolvendo uma dívida.
As vítimas deveriam ter feito o check-out no hotel na terça-feira. As bagagens dos hóspedes já estavam fechadas, segundo a polícia.
Devido à demora para o check-out, uma camareira foi até o quarto e encontrou a porta trancada pelo lado de dentro. A polícia foi acionada.
Dentro do quarto, os agentes encontraram pratos de comida intocados que haviam sido encomendados pelos hóspedes no dia anterior. Por outro lado, bebidas estavam abertas.
A polícia acredita que os vietnamitas tenham morrido cerca de 24 horas antes de os corpos serem encontrados.
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Brasileiro morre durante viagem de formatura em Bariloche

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Adolescente de 17 anos morava com a família no Paraguai e será sepultado em Santa Bárbara d’Oeste. Leonardo Rainha de Castro, jovem de 17 anos que morreu em acidente durante viagem a Bariloche
Reprodução/Facebook
Um brasileiro de 17 anos morreu após cair de um prédio durante uma viagem de formatura em Bariloche, na Argentina. Segundo portais de notícias argentinos, o acidente ocorreu na noite de 8 de julho, em um hotel.
Leonardo Rainha de Castro era brasileiro, mas morava com a família no Paraguai. Ele vai ser velado e sepultado em Santa Bárbara d’Oeste (SP), nesta terça (16).
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O jovem teria caído do 6º andar do prédio, que fica a 150 metros do Centro Cívico de Bariloche, por volta de 22h30 de segunda-feira (8). Ele não estava hospedado neste hotel, mas os amigos estavam.
De acordo com portais locais, ele chegou a ser atendido por uma empresa privada de saúde, mas não resistiu aos ferimentos e morreu horas depois. A autópsia apontou que nenhuma outra lesão foi encontrada no jovem e a causa da morte foi a queda.
Os colegas de Leonardo foram ouvidos e as circunstâncias do acidente estão sendo investigadas pela polícia argentina.
Leonardo Rainha de Castro, adolescente brasileiro que morreu em Bariloche
Reprodução/Funerária Araújo
O Colégio Anglo-Americano do Paraguai, onde o jovem estudava, emitiu uma nota nas redes sociais em que lamenta o acidente:
“A comunidade educativa do Colégio Anglo-Americano Paraguai lamenta profundamente o falecimento de nosso querido aluno do 3º ano, Leonardo Rainha de Castro. Sua partida deixa um vazio em nossos corações. Que Deus o receba em seu santo reino e te conceda paz eterna.”
Segundo a Funerária Araújo Orsola, o velório acontece na Igreja Nossa Senhora Aparecida a partir de 13h. Já o sepultamento foi marcado para 16h, no Cemitério da Paz.
Colégio Anglo-Americano do Paraguai lamenta morte de aluno em viagem a Bariloche
Reprodução/Instagram
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