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Quem foi William Anders, astronauta que fez foto histórica da Terra que morreu em queda de avião

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Nascido em Hong Kong, astronauta fez carreira em importantes órgãos do governo norte-americano, como a Nasa e a Comissão Reguladora Nuclear dos EUA. Anders tinha 90 anos. William Anders durante entrevista em 2004, em Washington
AP Photo/Manuel Balce Ceneta
O astronauta William Anders, que morreu nesta sexta-feira (7) em um acidente aéreo nos Estados Unidos, ficou mundialmente famoso por ter pilotado a Apollo 8, que orbitou a Lua em 1968. Além disso, ele é o autor da icônica foto “Earthrise”, que mostra a vista da Terra a partir da Lua.
Anders nasceu em 17 de outubro de 1933, em Hong Kong — quando o território estava sob domínio do Reino Unido — e mudou-se para os Estados Unidos ainda criança.
O piloto começou a carreira se graduando em Ciência pela Academia Naval dos Estados Unidos, em 1955. Já no início da década de 1960, tornou-se mestre em Engenharia Nuclear pelo Instituto de Tecnologia da Força Aérea.
Após concluir os estudos, Anders começou a atuar como piloto de caça do Comando de Defesa Aérea dos Estados Unidos. Depois, virou o responsável pelo gerenciamento técnico de programas de proteção de reatores de energia nuclear.
Em 1964, Anders foi selecionado pela Nasa para se tornar astronauta. Dois anos depois, foi escolhido para ser o piloto reserva da missão Gemini XI.
A ida ao espaço aconteceu de fato em 1968, quando foi o piloto da Apollo 8. A missão foi a primeira em órbita lunar. No ano seguinte, também foi escolhido como reserva da Apollo 11, responsável pelo primeiro pouso na Lua.
Montagem com fotos de William Anders e a ‘Earthrise’, que mostra o ‘nascer da Terra’ a partir da Lua.
William Alison Anders/NASA
Entre 1969 e 1973, o astronauta atuou como Secretário-Executivo do Conselho Nacional de Aeronáutica e Espaço, conduzindo políticas de pesquisa e desenvolvimento de atividades aeronáuticas e sistemas espaciais.
Nos anos seguintes, foi nomeado presidente da Comissão Reguladora Nuclear dos Estados Unidos responsável pela segurança nuclear no país. Ainda na década de 1970, foi embaixador dos EUA na Noruega.
Durante 26 anos de serviço aos Estados Unidos, Anders recebeu diversos prêmios e condecorações. Segundo a Nasa, o piloto também possui vários recordes mundiais de voo.
Apollo 8
Lançamento da Apollo 8, em 21 de dezembro de 1968, nos Estados Unidos
NASA
A missão Apollo 8 foi lançada no dia 21 de dezembro de 1968. Além de Anders, estavam a bordo da nave Frank Borman e James Lovell Jr.
Os astronautas foram os primeiros seres humanos a verem o lado oculto da Lua, cerca de 68 horas após a nave ter deixado a Terra.
A Apollo 8 orbitou a Lua por cerca de 20 horas. Durante este período, os astronautas conduziram uma série de tarefas, como o rastreamento de pontos de referência e locais de pouso no satélite natural. Além disso, várias fotografias foram tiradas.
A nave retornou para a Terra seis dias depois, com uma queda controlada no Oceano Pacífico. A missão para resgatar os astronautas contou com o apoio de helicópteros, aeronaves e embarcações.
Em 1997, durante uma entrevista à Nasa, Anders disse que acreditava haver uma chance em três de a tripulação não conseguir voltar para a Terra.
Ele afirmou ainda que, ao ver a Terra do espaço, teve a impressão de que o planeta era frágil e fisicamente insignificante. Ainda assim, “era um lar”.
“Estávamos andando de costas e de cabeça para baixo, não vimos realmente a Terra ou o Sol, e quando rolamos e demos a volta e vimos o primeiro nascer da Terra”, disse ele.
“Isso certamente foi, de longe, a coisa mais impressionante. Ver um globo muito delicado e colorido que, para mim, parecia um enfeite de árvore de Natal surgindo sobre a paisagem lunar feia e austera.”
Frank Borman, William Anders e James Lovell Jr. ao lado da Apollo 8, em 1993
AP Photo/John Swart

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Homens armados deixam mortos e feridos em ataques a posto policial e templos religiosos na Rússia; VÍDEO

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O atentado provocou a morte de seis policiais e deixou ao menos 12 feridos, segundo o Ministério do Interior da região. Homens armados disparam no norte do Cáucaso, na Rússia, e seis policiais são mortos
Homens armados abriram fogo em uma sinagoga, em uma igreja ortodoxa e em um posto policial na região russa do Daguestão, no norte do Cáucaso, neste domingo (23).
O atentado provocou a morte de seis policiais e deixou ao menos 12 feridos, segundo o Ministério do Interior da região.
Citado por agências de notícias russas, o ministério informou que dois homens armados foram mortos a tiros durante os incidentes. Um padre ortodoxo também teria sido morto.
As agências russas informaram que brigas de rua estavam tomando conta de Makhachkala, principal cidade administrativa do Daguestão, região majoritariamente muçulmana no Mar Cáspio.
Um canal não oficial no aplicativo de mensagens Telegram, Mash, afirma que a polícia se preparava para invadir um prédio onde os homens armados estavam escondidos em Derbent, cerca de 125 quilômetros mais ao sul.
Uma sinagoga e uma igreja em Derbent, lar de uma antiga comunidade judaica e Patrimônio Mundial da UNESCO, também foram atacadas.
Agências também creditaram ao Ministério do Interior a informação de que tanto a sinagoga quanto a igreja estavam em chamas.
Nuvens de fumaça em Derbent, Rússia, em imagem estática obtida de vídeo
Reuters

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Pequinês é eleito o cão mais feio do mundo; VÍDEO

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Wild Thang já havia participado de 5 concursos do tipo, e foi a primeira vez que ganhou. Conheça o ‘Cão Mais Feio do Mundo’
Um concurso na Califórnia, nos Estados Unidos, elegeu o “cachorro mais feio do mundo”: é o pequinês chamado Wild Thang, um peludo de 8 anos.
O cão já havia participado de cinco competições do tipo, mas essa foi a primeira em que saiu vitorioso. Sua tutora conseguiu um cheque de 5 mil dólares como prêmio e vai participar de um programa de TV em Nova York, segundo a Reuters.
Pequinês peludo vence concurso de cão mais feio do mundo
Reprodução/redes sociais
O concurso é feito todo ano para aumentar a conscientização sobre o resgate e adoção de animais.
O segundo colocado foi um pug de 14 anos que usa cadeiras de rodas.
Pequinês Wild Thang é eleito o mais feio do mundo
Reprodução/redes sociais

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Bombardeio deixa 22 mortos perto da sede da Cruz Vermelha na Faixa de Gaza

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Escritório fica rodeado de pessoas desalojadas, segundo a entidade. Exército de Israel afirmou não ter identificado bombardeio em áreas humanitárias. Mulher chora após bombardeio atingir acampamento em Al-Mawasi, na Faixa de Gaza, em 21 de junho de 2024
REUTERS/Mohammed Salem
Vinte e duas pessoas morreram e outras 45 ficaram feridas em um bombardeio que danificou o escritório do Comitê Internacional da Cruz Vermelha na Faixa de Gaza. As informações foram divulgadas pela própria organização, na sexta-feira (21).
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O escritório da Cruz Vermelha na região fica rodeado por centenas de pessoas desalojadas. Em uma rede social, a entidade disse que várias vítimas foram levadas para o hospital.
“Disparar tão perigosamente perto de estruturas humanitárias, cuja localização é de conhecimento das partes no conflito e que estão claramente marcadas com o emblema da Cruz Vermelha, coloca em perigo a vida dos civis e dos funcionários”, criticou a Cruz Vermelha.
O Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, acusou os militares israelenses de terem “atacado as tendas dos civis deslocados em Al-Mawasi”.
À AFP, um porta-voz das Forças de Defesa de Israel afirmou que uma investigação inicial aponta não haver indícios de ataque em zona humanitária. No entanto, o caso está sendo apurado.
Hamas acusa Israel de matar 25 pessoas em ataque a acampamento
Intensificação dos ataques
As forças israelenses intensificaram, nesta sexta-feira, bombardeios na Faixa de Gaza, segundo testemunhas.
“Foi um dia difícil e muito violento na Cidade de Gaza. Até agora, cerca de 30 mortos foram levados ao hospital Al Ahli”, afirmou o médico Fadel Naim, diretor da instituição.
Palestinos também relataram bombardeios no centro do território e em Rafah, na região sul.
Mais de 1 milhão das 1,4 milhão de pessoas que viviam em Rafah — em sua maioria deslocadas por causa da guerra — fugiram da região desde 7 de maio. Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS) e levam em conta o início da operação terrestre de Israel na área.
Após mais de oito meses de guerra, a situação em Gaza é crítica, e a população está à beira da fome, segundo a ONU.
Segundo um dos agentes da OMS, a ajuda humanitária chega a conta-gotas e a “pausa” diária anunciada pelo Exército israelense nas operações no sul não tem “nenhum impacto” no encaminhamento de alimentos.
A guerra começou em 7 de outubro, quando militantes do Hamas invadiram Israel e mataram 1.194 pessoas. Além disso, 251 vítimas foram sequestradas. O Exército israelense estima que 116 pessoas continuam em cativeiro em Gaza, 41 das quais teriam morrido.
Em resposta, Israel lançou uma ofensiva que já deixou pelo menos 37.431 mortos em Gaza, sendo a maioria civis, segundo o Ministério da Saúde do Hamas.
O Exército israelense anunciou nesta sexta-feira a morte em combate de dois soldados no centro de Gaza. São mais de 300 militares israelenses mortos desde o início da operação terrestre no território palestino, em 27 de outubro de 2023.
A ‘existência’ de Israel
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou na quinta-feira (20) que Israel está travando “uma guerra por sua existência” e que i país precisava das armas dos Estados Unidos.
“Nenhum outro país faz mais para ajudar Israel a se defender contra a ameaça do Hamas”, respondeu o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Kirby.
O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, que se reuniu na quinta-feira em Washington com autoridades israelenses, também destacou “a importância de evitar uma nova escalada no Líbano”, onde o Hezbollah abriu uma frente em apoio ao Hamas.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, também alertou que o Líbano não deve se tornar “outra Gaza”. Ele destacou o aumento dos confrontos na fronteira israelense-libanesa e as ameaças entre Israel e o Hezbollah.
O chefe do Hezbollah, Hasan Nasrallah, afirmou na quarta-feira (19) que “nenhum lugar” em Israel estaria seguro se o governo israelense abrisse uma frente na fronteira norte do país.
O chefe do Exército israelense, general Herzi Halevi, respondeu que o país tem “capacidades infinitamente superiores” às do Hezbollah.
VÍEOS: mais assistidos do g1

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