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Gaza: área que se tornou último refúgio de 1 milhão de palestinos vive tensão com ataque iminente de Israel

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Em situação humanitária já desesperadora, cidade que se tornou refúgio para palestinos que fugiram de outras partes de Gaza teme ofensiva iminente após declaração de Benjamin Netanyahu. A maioria das pessoas que está em Rafah foi desalojada anteriormente devido a conflitos em outras partes de Gaza — e hoje vive em tendas
REUTERS/IBRAHEEM ABU MUSTAFA via BBC
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ordenou que os militares se preparem para evacuar os civis da cidade de Rafah, no sul de Gaza, antes de uma ofensiva ampliada contra o Hamas.
Cerca de 1,5 milhão de palestinos estão em Rafah em busca de refúgio das operações de combate israelenses que acontecem no resto de Gaza.
Os Estados Unidos alertaram Israel que uma invasão de Rafah seria um “desastre”, enquanto a União Europeia (UE) e a Organização das Nações Unidas (ONU) expressaram preocupação sobre a operação.
Grupos de ajuda humanitária dizem que não é possível evacuar todas as pessoas da cidade.
Na sexta-feira (9/2), Netanyahu pediu que as autoridades militares e de segurança de Israel “apresentem ao gabinete um plano combinado para evacuar a população e destruir os batalhões” do Hamas.
“É impossível alcançar o objetivo da guerra sem eliminar o Hamas e deixar quatro batalhões do Hamas em Rafah. Pelo contrário, é claro que a intensa atividade em Rafah exige que os civis evacuem as áreas de combate”, acrescentou o primeiro-ministro israelense em comunicado.
Netanyahu manda exército fazer retirada de palestinos de Rafah
No início desta semana, Netanyahu disse que ordenou às tropas que “se preparassem para operações” em Rafah e que a “vitória total” de Israel sobre o Hamas estava “a poucos meses de distância”
Ele fez os comentários ao rejeitar os últimos termos de cessar-fogo propostos pelo Hamas.
A BBC foi informada de que os negociadores do Hamas estão deixando Cairo, a capital do Egito, uma vez que as negociações entre os dois lados foram suspensas.

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BBC
A maioria das pessoas em Rafah foi deslocada pelos combates que ocorreram em outras partes de Gaza. Boa parte delas vive em tendas.
Rafah é o único ponto de passagem entre Gaza e o Egito.
Na sexta-feira (9/2), o principal diplomata da UE, Josep Borrell, compartilhou nas redes sociais: “Os relatos de uma ofensiva militar israelense em Rafah são alarmantes. Ela teria consequências catastróficas, agravando a já terrível situação humanitária e o insuportável custo civil.”
No início da semana, o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou sobre um “pesadelo humanitário” na cidade.
“Eles [os palestinos] vivem em abrigos improvisados superlotados, em condições insalubres, sem água corrente, eletricidade e alimentos adequados”, reafirmou Guterres na quinta-feira (8/2).
“Fomos claros ao condenar os atos horríveis do Hamas. Também fomos claros ao condenar as violações do Direito Humanitário Internacional em Gaza.”
O porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric, acrescentou: “Estamos extremamente preocupados com o destino dos civis em Rafah… Penso que o que está claro é que as pessoas precisam ser protegidas, mas também não queremos ver qualquer deslocamento forçado de pessoas.”
Entretanto, o chefe da agência da ONU para os refugiados palestinos, a UNRWA, disse que havia “uma sensação de ansiedade e pânico crescente em Rafah”
“As pessoas não têm a menor ideia para onde ir depois de Rafah”, disse Philippe Lazzarini a repórteres em Jerusalém.
“Qualquer operação militar em grande escala ali só pode levar a uma camada adicional de tragédia sem fim.”
Duas mulheres em luto no hospital Abu Yousef al-Najjar, em Rafah, após a morte de palestinos em ataques israelenses
REUTERS via BBC
Ataques aéreos israelenses em Gaza na sexta-feira deixaram pelo menos 15 pessoas, incluindo oito vítimas em Rafah, afirmaram a autoridades do Ministério da Saúde administrado pelo Hamas. Israel não confirma a ação ou os números.
Salem El-Rayyes, jornalista autônomo que vive num campo para desalojados em Rafah, disse que crianças estão entre os mortos. Segundo disse à agência Reuters, um ataque aéreo atingiu uma casa e os corpos das vítimas “voaram do terceiro andar”.
Garda al-Kourd, mãe de dois filhos que relata ter sido deslocada seis vezes durante a guerra, disse que esperava um ataque israelense, mas tinha a expectativa de um acordo de cessar-fogo.
“Se eles vierem para Rafah, será o nosso fim. É como se estivéssemos à espera da morte. Não temos outro lugar para ir”, disse ela à BBC a partir da casa de um familiar em Rafah, onde vive com outras 20 pessoas.
Família rodeada por destroços em Rafah após bombardeio israelense em foto desta sexta-feira (9/2)
REUTERS/IBRAHEEM ABU MUSTAFA via BBC
O chefe do Conselho Norueguês para os Refugiados, Jan Egeland, disse à BBC que uma operação israelense em Rafah — que chamou de “o maior campo de deslocados do mundo” — seria uma catástrofe.
“Há pessoas em suas frágeis coberturas de plástico. Elas estão brigando por comida. Não há água potável. Há doenças epidêmicas e eles [as forças israelenses] querem trazer uma guerra para este lugar”, disse Egeland.
Grande parte do norte e do centro de Gaza foi reduzida a ruínas pelos bombardeios contínuos de Israel desde o início da guerra, em 7 de outubro.
Sem se referir diretamente a Rafah, o presidente dos EUA, Joe Biden, disse na quinta-feira (8/2) que as ações de Israel em Gaza foram “exageradas”.
Ele usou o mesmo termo — “exagerado” — no início da semana para se referir à resposta do Hamas a um plano de trégua em Gaza em troca da libertação de reféns.
O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, John Kirby, disse que os militares israelenses têm uma “obrigação especial, ao conduzirem operações lá ou em qualquer outro lugar, de garantir que estão levando em consideração a proteção de vidas civis inocentes”.
“As operações militares neste momento seriam um desastre para essas pessoas e não é algo que apoiaríamos”, afirmou ele.
Israel declarou que rejeita a proposta de cessar-fogo apresentada pelo Hamas — qualificada como “delirante” pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu
O porta-voz adjunto do Departamento de Estado dos EUA, Vedant Patel, endossou as falas de Kirby, dizendo: “Nós [os EUA] não apoiaríamos a realização de algo como isto sem um planejamento sério e crível”.
Questionado pela BBC sobre para onde os refugiados em Rafah deveriam ir no caso de uma operação, Patel disse que esta é uma das “perguntas legítimas que acreditamos que os israelenses deveriam responder”.
Falando da cidade israelense de Tel Aviv, o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, disse que qualquer “operação militar que Israel empreenda precisa colocar os civis em primeiro lugar… E isso é especialmente verdadeiro no caso de Rafah”.
É raro que os EUA, um aliado-chave e apoiador militar de Israel, falem sobre quaisquer fases futuras da ofensiva militar em Gaza — mas estes foram avisos claros.
Todo ano, Washington envia cerca de US$ 3,8 bilhões (cerca de R$ 18 bilhões) em ajuda militar a Israel — tornando este o país que recebe a maior fatia desse tipo de financiamento americano.
Mais de 1,2 mil pessoas foram mortas durante os ataques do Hamas ao sul de Israel em 7 de outubro, segundo autoridades israelenses.
Mais de 27,9 mil palestinos acabaram mortos e pelo menos 67 mil foram feridos na guerra lançada por Israel em resposta, de acordo com o Ministério da Saúde administrado pelo Hamas.

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Homens armados deixam mortos e feridos em ataques a posto policial e templos religiosos na Rússia; VÍDEO

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O atentado provocou a morte de seis policiais e deixou ao menos 12 feridos, segundo o Ministério do Interior da região. Homens armados disparam no norte do Cáucaso, na Rússia, e seis policiais são mortos
Homens armados abriram fogo em uma sinagoga, em uma igreja ortodoxa e em um posto policial na região russa do Daguestão, no norte do Cáucaso, neste domingo (23).
O atentado provocou a morte de seis policiais e deixou ao menos 12 feridos, segundo o Ministério do Interior da região.
Citado por agências de notícias russas, o ministério informou que dois homens armados foram mortos a tiros durante os incidentes. Um padre ortodoxo também teria sido morto.
As agências russas informaram que brigas de rua estavam tomando conta de Makhachkala, principal cidade administrativa do Daguestão, região majoritariamente muçulmana no Mar Cáspio.
Um canal não oficial no aplicativo de mensagens Telegram, Mash, afirma que a polícia se preparava para invadir um prédio onde os homens armados estavam escondidos em Derbent, cerca de 125 quilômetros mais ao sul.
Uma sinagoga e uma igreja em Derbent, lar de uma antiga comunidade judaica e Patrimônio Mundial da UNESCO, também foram atacadas.
Agências também creditaram ao Ministério do Interior a informação de que tanto a sinagoga quanto a igreja estavam em chamas.
Nuvens de fumaça em Derbent, Rússia, em imagem estática obtida de vídeo
Reuters

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Pequinês é eleito o cão mais feio do mundo; VÍDEO

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Wild Thang já havia participado de 5 concursos do tipo, e foi a primeira vez que ganhou. Conheça o ‘Cão Mais Feio do Mundo’
Um concurso na Califórnia, nos Estados Unidos, elegeu o “cachorro mais feio do mundo”: é o pequinês chamado Wild Thang, um peludo de 8 anos.
O cão já havia participado de cinco competições do tipo, mas essa foi a primeira em que saiu vitorioso. Sua tutora conseguiu um cheque de 5 mil dólares como prêmio e vai participar de um programa de TV em Nova York, segundo a Reuters.
Pequinês peludo vence concurso de cão mais feio do mundo
Reprodução/redes sociais
O concurso é feito todo ano para aumentar a conscientização sobre o resgate e adoção de animais.
O segundo colocado foi um pug de 14 anos que usa cadeiras de rodas.
Pequinês Wild Thang é eleito o mais feio do mundo
Reprodução/redes sociais

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Bombardeio deixa 22 mortos perto da sede da Cruz Vermelha na Faixa de Gaza

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Escritório fica rodeado de pessoas desalojadas, segundo a entidade. Exército de Israel afirmou não ter identificado bombardeio em áreas humanitárias. Mulher chora após bombardeio atingir acampamento em Al-Mawasi, na Faixa de Gaza, em 21 de junho de 2024
REUTERS/Mohammed Salem
Vinte e duas pessoas morreram e outras 45 ficaram feridas em um bombardeio que danificou o escritório do Comitê Internacional da Cruz Vermelha na Faixa de Gaza. As informações foram divulgadas pela própria organização, na sexta-feira (21).
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O escritório da Cruz Vermelha na região fica rodeado por centenas de pessoas desalojadas. Em uma rede social, a entidade disse que várias vítimas foram levadas para o hospital.
“Disparar tão perigosamente perto de estruturas humanitárias, cuja localização é de conhecimento das partes no conflito e que estão claramente marcadas com o emblema da Cruz Vermelha, coloca em perigo a vida dos civis e dos funcionários”, criticou a Cruz Vermelha.
O Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, acusou os militares israelenses de terem “atacado as tendas dos civis deslocados em Al-Mawasi”.
À AFP, um porta-voz das Forças de Defesa de Israel afirmou que uma investigação inicial aponta não haver indícios de ataque em zona humanitária. No entanto, o caso está sendo apurado.
Hamas acusa Israel de matar 25 pessoas em ataque a acampamento
Intensificação dos ataques
As forças israelenses intensificaram, nesta sexta-feira, bombardeios na Faixa de Gaza, segundo testemunhas.
“Foi um dia difícil e muito violento na Cidade de Gaza. Até agora, cerca de 30 mortos foram levados ao hospital Al Ahli”, afirmou o médico Fadel Naim, diretor da instituição.
Palestinos também relataram bombardeios no centro do território e em Rafah, na região sul.
Mais de 1 milhão das 1,4 milhão de pessoas que viviam em Rafah — em sua maioria deslocadas por causa da guerra — fugiram da região desde 7 de maio. Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS) e levam em conta o início da operação terrestre de Israel na área.
Após mais de oito meses de guerra, a situação em Gaza é crítica, e a população está à beira da fome, segundo a ONU.
Segundo um dos agentes da OMS, a ajuda humanitária chega a conta-gotas e a “pausa” diária anunciada pelo Exército israelense nas operações no sul não tem “nenhum impacto” no encaminhamento de alimentos.
A guerra começou em 7 de outubro, quando militantes do Hamas invadiram Israel e mataram 1.194 pessoas. Além disso, 251 vítimas foram sequestradas. O Exército israelense estima que 116 pessoas continuam em cativeiro em Gaza, 41 das quais teriam morrido.
Em resposta, Israel lançou uma ofensiva que já deixou pelo menos 37.431 mortos em Gaza, sendo a maioria civis, segundo o Ministério da Saúde do Hamas.
O Exército israelense anunciou nesta sexta-feira a morte em combate de dois soldados no centro de Gaza. São mais de 300 militares israelenses mortos desde o início da operação terrestre no território palestino, em 27 de outubro de 2023.
A ‘existência’ de Israel
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou na quinta-feira (20) que Israel está travando “uma guerra por sua existência” e que i país precisava das armas dos Estados Unidos.
“Nenhum outro país faz mais para ajudar Israel a se defender contra a ameaça do Hamas”, respondeu o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Kirby.
O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, que se reuniu na quinta-feira em Washington com autoridades israelenses, também destacou “a importância de evitar uma nova escalada no Líbano”, onde o Hezbollah abriu uma frente em apoio ao Hamas.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, também alertou que o Líbano não deve se tornar “outra Gaza”. Ele destacou o aumento dos confrontos na fronteira israelense-libanesa e as ameaças entre Israel e o Hezbollah.
O chefe do Hezbollah, Hasan Nasrallah, afirmou na quarta-feira (19) que “nenhum lugar” em Israel estaria seguro se o governo israelense abrisse uma frente na fronteira norte do país.
O chefe do Exército israelense, general Herzi Halevi, respondeu que o país tem “capacidades infinitamente superiores” às do Hezbollah.
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